domingo, 12 de fevereiro de 2012

sábado, 21 de janeiro de 2012

A dentista e o Mengão.

Acredito que quando lerem este titulo, muitos devem se perguntar: "Que diabos tem a ver dentista com o Mengão?". Vou tentar explicar em poucas palavras o que aconteceu recentemente comigo em uma consulta, na verdade com o inicio de um tratamento de canal, mas primeiro irei falar sobre meus alarmes no celular e suas funções, ficou complicado; eu esclareço.
Pois bem, comprei recentemente o celular do Mengão, veio com wallpapers do Mengão e o hino em mp3, eu ajusto pelo menos quatro alarmes diários e todos tocam o hino do Mengão, com intervalo de soneca de cinco em 5 minutos. Um destes alarmes é para as 16 horas, mais ou menos o horário de desligar o computador no trabalho, desligar rádio, e me dirigir para o vestiário tomar banho, trocar de roupa; também tenho outro para as 16h25min horário limite para me dirigir ao ônibus.
Um dia destes tinha dentista marcado para as 15h30min horas, cheguei no horário correto e iniciamos o tratamento do canal, tome-lhe anestesia, abre à boca, broca, e tudo o mais, a dentista muito atenciosa, cuidadosa, sempre preocupada se estava o não sentindo dor, todo o cuidado de uma excelente profissional, eu ali com meu medo de dentista tentando pensar em outras coisas para não pular da cadeira e sair correndo com tudo dependurado na boca. Pois bem, lá pelas 16 horas, apesar do celular desligado começa o primeiro toque do alarme, primeiro a introdução musical, depois a letra maravilhosa: "Uma vez Flamengo sempre Flamengo...”...
No inicio ela nem se deu conta, eu ouvi, pensei: "vai dar merda!"
Toca por uns dois minutos e para, rezei: "tomara que acabe a bateria...", cinco minutos depois começa de novo a tocar o alarme, mais um minuto e pouco de hino do Flamengo e pausa, cinco minutos depois reinicia o hino. Imagina a cena, a doutora já estava agoniada, querendo terminar o Hino do Flamengo tocando de cinco em 5 minutos, o ruído da broca, ela perguntando se estava doendo, eu com a boca aberta e meio mundo de ferro para proteger o dente, canal aberto, hino tocando, vontade cair na risada, em outras palavras: uma cena surreal.
Acredito que nunca mais ela vai querer ouvir ou assistir um jogo do Flamengo em sua vida e com certeza da próxima vez vai pedir que eu jogue meu celular pela janela.

Pablo Neruda - O Teu Riso

Sonhar

"Redescobrir meus sonhos, sonhar com com meus anos de infância, passear em noites mais longas que os dias, voltar a fazer as palavras dançarem nas folhas de papel, a soltar a imaginação em letras que se unem como amantes, pensar em noites de estrelas, não ter medo de ser amado, não ter medo de amar, de se entregar, voltar a sonhar..."
Marco Aurélio

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

D. Hilce ....



Escrevo em 20 de Novembro do ano de Nosso Senhor de 2011, amanhã fará três anos que D. Hilce nos deixou, deixou fisicamente, pois a lembrança e a presença dela nunca nos abandonaram, na casa em Poções tudo lembra D. Hilce.
Ela tinha uma personalidade forte, marcante, conseguia ser "braba" e meiga, amava (continua amando) seus filhos como a maioria das mães ama, mas D. Hilce era diferente, pelo menos para mim. Ela não tinha esta coisa de proteger quando errávamos, apontava os nossos erros, brigava e nos fazia compreender que na vida devemos pagar pelos erros, era uma educadora no real sentido da palavra.
Foi difícil acompanhar seu sofrimento, até hoje trago comigo a dor de não ter me despedido dela, mas sei que ela me perdoou pelos meus erros, pois ela era mãe, a minha mãe.
Incrível que só fui me lembrar desta data agora a pouco, mas passo boa parte do ano lembrando-me dela, e parece que à medida que vamos envelhecendo as lembranças da infância vão ficando mais fortes, lembro dos Natais (será este mesmo o plural de Natal?) e de como saíamos para fazer as compras, roupas novas, da organização e enfeites de nossa casa. Ela gostava de fazer festa e há poucos dias comemoramos os 15 anos de minha filha mais nova, lembramos dela, ainda pensei em meu discurso citá-la (é verdade eu fiz um discurso na festa de Bruna), mas fiquei com medo de fazer "Seu" Nelito desabar, me calei e improvisei, lembrei dela, mas não citei.
Hoje, véspera do aniversário de sua partida (coisa estranha isto de aniversário de partida), procurei no dicionário o significado exato de aniversário e cabe também para se dizer aniversário da morte. Triste mesmo é a palavra morte, mas é o destino de todos nós, um dia qualquer iremos encará-la de frente e pronto... Bem, não é sobre a morte que quero escrever, mas sim sobre D. Hilce, não sobre o aniversário de sua partida, mas sim da saudade e boas lembranças que dela ficaram.
Chegando o fim de ano a lembrança dela sempre fica mais forte, exatamente por que ela gostava de fazer festa, de festejar, de se produzir, e como ela gostava de se arrumar e ficar bonita, cara de sorte meu pai e de tabela eu e meus irmãos porque tivemos uma mãe tão bela.
Esta faltando letras, palavras para escrever sobre D. Hilce, esta ficando difícil expressar todos meus sentimentos e saudades dela, felizmente meus filhos puderam conhecê-la um pouco, curtiram a avó e a vida tem que continuar.
Saudades eternas D. Hilce.

Os Paralamas do Sucesso | Mormaço

Pitty - Semana Que Vem