quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Consequências...
Para termos integridade, devemos reconhecer que nossas escolhas trazem conseqüências, e que não podemos escapar da responsabilidade pelas conseqüências. Não porque estas últimas nos sejam impostas por alguma autoridade externa, mas porque são inerentes às próprias escolhas.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
sábado, 21 de janeiro de 2012
A dentista e o Mengão.
Acredito que quando lerem este titulo, muitos devem se perguntar: "Que diabos tem a ver dentista com o Mengão?". Vou tentar explicar em poucas palavras o que aconteceu recentemente comigo em uma consulta, na verdade com o inicio de um tratamento de canal, mas primeiro irei falar sobre meus alarmes no celular e suas funções, ficou complicado; eu esclareço.
Pois bem, comprei recentemente o celular do Mengão, veio com wallpapers do Mengão e o hino em mp3, eu ajusto pelo menos quatro alarmes diários e todos tocam o hino do Mengão, com intervalo de soneca de cinco em 5 minutos. Um destes alarmes é para as 16 horas, mais ou menos o horário de desligar o computador no trabalho, desligar rádio, e me dirigir para o vestiário tomar banho, trocar de roupa; também tenho outro para as 16h25min horário limite para me dirigir ao ônibus.
Um dia destes tinha dentista marcado para as 15h30min horas, cheguei no horário correto e iniciamos o tratamento do canal, tome-lhe anestesia, abre à boca, broca, e tudo o mais, a dentista muito atenciosa, cuidadosa, sempre preocupada se estava o não sentindo dor, todo o cuidado de uma excelente profissional, eu ali com meu medo de dentista tentando pensar em outras coisas para não pular da cadeira e sair correndo com tudo dependurado na boca. Pois bem, lá pelas 16 horas, apesar do celular desligado começa o primeiro toque do alarme, primeiro a introdução musical, depois a letra maravilhosa: "Uma vez Flamengo sempre Flamengo...”...
No inicio ela nem se deu conta, eu ouvi, pensei: "vai dar merda!"
Toca por uns dois minutos e para, rezei: "tomara que acabe a bateria...", cinco minutos depois começa de novo a tocar o alarme, mais um minuto e pouco de hino do Flamengo e pausa, cinco minutos depois reinicia o hino. Imagina a cena, a doutora já estava agoniada, querendo terminar o Hino do Flamengo tocando de cinco em 5 minutos, o ruído da broca, ela perguntando se estava doendo, eu com a boca aberta e meio mundo de ferro para proteger o dente, canal aberto, hino tocando, vontade cair na risada, em outras palavras: uma cena surreal.
Acredito que nunca mais ela vai querer ouvir ou assistir um jogo do Flamengo em sua vida e com certeza da próxima vez vai pedir que eu jogue meu celular pela janela.
Pois bem, comprei recentemente o celular do Mengão, veio com wallpapers do Mengão e o hino em mp3, eu ajusto pelo menos quatro alarmes diários e todos tocam o hino do Mengão, com intervalo de soneca de cinco em 5 minutos. Um destes alarmes é para as 16 horas, mais ou menos o horário de desligar o computador no trabalho, desligar rádio, e me dirigir para o vestiário tomar banho, trocar de roupa; também tenho outro para as 16h25min horário limite para me dirigir ao ônibus.
Um dia destes tinha dentista marcado para as 15h30min horas, cheguei no horário correto e iniciamos o tratamento do canal, tome-lhe anestesia, abre à boca, broca, e tudo o mais, a dentista muito atenciosa, cuidadosa, sempre preocupada se estava o não sentindo dor, todo o cuidado de uma excelente profissional, eu ali com meu medo de dentista tentando pensar em outras coisas para não pular da cadeira e sair correndo com tudo dependurado na boca. Pois bem, lá pelas 16 horas, apesar do celular desligado começa o primeiro toque do alarme, primeiro a introdução musical, depois a letra maravilhosa: "Uma vez Flamengo sempre Flamengo...”...
No inicio ela nem se deu conta, eu ouvi, pensei: "vai dar merda!"
Toca por uns dois minutos e para, rezei: "tomara que acabe a bateria...", cinco minutos depois começa de novo a tocar o alarme, mais um minuto e pouco de hino do Flamengo e pausa, cinco minutos depois reinicia o hino. Imagina a cena, a doutora já estava agoniada, querendo terminar o Hino do Flamengo tocando de cinco em 5 minutos, o ruído da broca, ela perguntando se estava doendo, eu com a boca aberta e meio mundo de ferro para proteger o dente, canal aberto, hino tocando, vontade cair na risada, em outras palavras: uma cena surreal.
Acredito que nunca mais ela vai querer ouvir ou assistir um jogo do Flamengo em sua vida e com certeza da próxima vez vai pedir que eu jogue meu celular pela janela.
Sonhar
"Redescobrir meus sonhos, sonhar com com meus anos de infância, passear em noites mais longas que os dias, voltar a fazer as palavras dançarem nas folhas de papel, a soltar a imaginação em letras que se unem como amantes, pensar em noites de estrelas, não ter medo de ser amado, não ter medo de amar, de se entregar, voltar a sonhar..."
Marco Aurélio
Marco Aurélio
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
D. Hilce ....

Escrevo em 20 de Novembro do ano de Nosso Senhor de 2011, amanhã fará três anos que D. Hilce nos deixou, deixou fisicamente, pois a lembrança e a presença dela nunca nos abandonaram, na casa em Poções tudo lembra D. Hilce.
Ela tinha uma personalidade forte, marcante, conseguia ser "braba" e meiga, amava (continua amando) seus filhos como a maioria das mães ama, mas D. Hilce era diferente, pelo menos para mim. Ela não tinha esta coisa de proteger quando errávamos, apontava os nossos erros, brigava e nos fazia compreender que na vida devemos pagar pelos erros, era uma educadora no real sentido da palavra.
Foi difícil acompanhar seu sofrimento, até hoje trago comigo a dor de não ter me despedido dela, mas sei que ela me perdoou pelos meus erros, pois ela era mãe, a minha mãe.
Incrível que só fui me lembrar desta data agora a pouco, mas passo boa parte do ano lembrando-me dela, e parece que à medida que vamos envelhecendo as lembranças da infância vão ficando mais fortes, lembro dos Natais (será este mesmo o plural de Natal?) e de como saíamos para fazer as compras, roupas novas, da organização e enfeites de nossa casa. Ela gostava de fazer festa e há poucos dias comemoramos os 15 anos de minha filha mais nova, lembramos dela, ainda pensei em meu discurso citá-la (é verdade eu fiz um discurso na festa de Bruna), mas fiquei com medo de fazer "Seu" Nelito desabar, me calei e improvisei, lembrei dela, mas não citei.
Hoje, véspera do aniversário de sua partida (coisa estranha isto de aniversário de partida), procurei no dicionário o significado exato de aniversário e cabe também para se dizer aniversário da morte. Triste mesmo é a palavra morte, mas é o destino de todos nós, um dia qualquer iremos encará-la de frente e pronto... Bem, não é sobre a morte que quero escrever, mas sim sobre D. Hilce, não sobre o aniversário de sua partida, mas sim da saudade e boas lembranças que dela ficaram.
Chegando o fim de ano a lembrança dela sempre fica mais forte, exatamente por que ela gostava de fazer festa, de festejar, de se produzir, e como ela gostava de se arrumar e ficar bonita, cara de sorte meu pai e de tabela eu e meus irmãos porque tivemos uma mãe tão bela.
Esta faltando letras, palavras para escrever sobre D. Hilce, esta ficando difícil expressar todos meus sentimentos e saudades dela, felizmente meus filhos puderam conhecê-la um pouco, curtiram a avó e a vida tem que continuar.
Saudades eternas D. Hilce.
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