Conselhos
Diz um ditado popular: “Se conselho fosse bom ninguém dava, vendia!”, mas por mais incrível que pareça crescemos ouvindo conselhos e à medida que vamos amadurecendo começamos também a dar, os conselhos que ouvimos ou os que aprendemos na escola da vida. Sinceramente eu concordo em partes com o ditado popular, mas não consigo evitar em dar eu próprio alguns conselhos aos filhos, a alguns amigos ou amigas, também me atrevo a dar conselhos aos meus irmãos mais velhos, até ao meu pai já dei conselho, aos colegas de trabalho, aos professores da faculdade, ao meu chefe (se bem que este conselho foi bom ele nem dar ouvido) e por ai vai.
Mas tem um conselho que passo adiante, mas confesso que cá entre meus botões não é para qualquer um seguir não. O cara ou “a cara” que seguir tem que ter muita coragem, mas é um bom conselho, no inicio algumas pessoas desesperam, ficam sem saber o que fazer, perdem o sono, ficam perdidos quase iguais a cachorro quando cai de caminhão de mudança. Aprendi isto com a vida e mais uma vez reconheço que eu também tive muitas dificuldades em assimilar este ensinamento e foi muito difícil conseguir superar e levar a vida tranquilamente, sem perder o sono, mas aprendi e hoje faço sem muito medo e principalmente sem perder o sono.
Na verdade, ouvi algo de um conhecido que me inspirou a criar este ensinamento e até a aperfeiçoá-lo, hoje sou mestre e penso até em escrever um livro que iria revolucionar os ensinamentos econômicos de todo o Mundo Moderno. Com certeza a economia ficaria aquecida, ninguém perderia seus empregos e criaríamos mais vagas no mercado de trabalho, modestamente acho que mereço o prêmio Nobel de Economia. Uma coisa simples, que qualquer um pode fazer e viver tranquilamente: DIVIDAS.
Percebi que o que leva o homem para frente é a divida, mas não uma divida qualquer ou com coisa boba, uma divida grande, uma divida enorme, algo grandioso, uma casa por exemplo. Alguém ai deve estar se perguntando como isto aqueceria a economia ou garantiria os empregos, vou explicar minha lógica e com certeza todos irão concordar falar que os economistas são todos babacas. Principalmente aqueles que falam para juntar dinheiro aos poucos ou quitar todas as dividas e não fazerem mais nenhuma, eles dizem: “Paguem suas dividas, não façam outras, quitem seus débitos...”. Esqueçam isto, eu digo: “Façam dividas.”
Vamos como os canibais, ou seja, por partes menores e mais saborosas, por falar em canibais, imagino que quando eles pegassem alguém muito gordo e saboroso deveriam ter algum método de conservar a refeição para saborearem mais tarde, ou será que os melhores pedaços ficavam para os grandões da aldeia?
Deixa pra lá, vamos voltar as dividas e ao conselho que irá revolucionar o Mundo Moderno, ou seja, fazer dividas. Como se fazer isto? Bem simples, crie coragem e compre algo que imaginava nunca poder comprar, algo que o seu salário não permitiria você comprar, vá lá e compre. Sem medo, sem receios, apenas compre. Cuidado, não compre qualquer coisa, ou coisas simples, compre algo que adicione valor, ou algo que esteja namorando e sonhando desde que era criança, realize seu sonho, vá lá e compre: uma casa, um carro, um Iate, uma Ilha, uma noite com aquela modelo super famosa... Espera, espera isto não. Compre, compre e compre.
A grande questão que alguns devem estar perguntando é: como isto vai garantir os empregos? Simples, peça dinheiro ao emprestado ao seu chefe ou seu patrão ou ao dono da empresa, peça muito dinheiro emprestado e sempre vá pagando aos poucos, com certeza o cara não irá lhe demitir com medo de nunca mais receber seu dinheiro de volta, seu emprego estará garantido, a economia aquecida e você com seus sonhos realizados.
Desde que comecei a divulgar este ensinamento, a passar este conselho, lá no meu trabalho, o pessoal troca de carro quase todo ano, tem gente comprando iates, sítios, casas, terrenos (teve um que comprou até terreno inexistente, mas ai é caso de burrice), e todos estão felizes, devedores, mas felizes. Eu pedi dinheiro emprestado ao meu chefe, ele negou, mas acho que não estou na lista de dispensados, portanto vamos fazer dividas.
Abraços e endividam-se.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Ressaca
"Eu tava triste
Tristinho!
Mais sem graça
Que a top-model magrela
Na passarela...”
Mas ai os "vices" eternos me trouxeram a alegria de volta...
Aqui estou mais uma vez, "ressaqueado" de ganhar TITULOS... Nos últimos cinco anos foi seis títulos, esta bem, sou arrogante. Vamos tirar os Títulos Cariocas e deixar apenas os de expressão nacional, reduz a 2 (Copa do Brasil-2006 e Brasileiro-2009), o ano de 2011 ainda estamos em fase de "arrebatação de títulos", estamos bem na Copa do Brasil, ainda vai começar o Brasileirão e a Sul América, pela minha conta dois destes três já vou colocar na sacola (posso novamente queimar meus "dedos" ou no final do ano comemorar e rir da mulambada arcoirizada sem time ficar se esperneando).
O importante mesmo é poder escrever aqui:” O Bacalhau virou sardinha, como é bom ganhar do Vascaindo, foi um orgasmo múltiplo ver um, dois, três pênaltis irem direto para Cabul ou qualquer outra cidade do Oriente, vão bater pênalti mal assim lá em São Januario... "
Pena que estava meio doente e não pude comemorar como gostaria, apesar de ser apenas mais um titulozinho estadual sem importância, mas foi em cima do "vasquinho sardinha sem sal", e isto é BOM DEMAIS!
Pelo menos deu para ligar para uns dois "vascaindos”, brincar um pouco, rir da cara de um sofredor sem time e sem orgulho torcedor do Internacional que estava em minha casa secando o "FUDEROSÃO DOUTRINADOR", imaginem que o cara (por acaso tio de minha esposa) não estava nem ai para o resultado do campeonato de várzea lá do RS, mas sim em tentar azarar e secar o "Doutrinador MENGÃO", já ia esquecendo, tinha também meu co-cunhado torcedor do time que completou UMA DECÁDA, isto mesmo dez anos, sem títulos (nem titulo estadual o time dele ganha mais), dizem até que Bin Ladem esta escondido na sala de troféus do Bahia. Eu, sendo um cara do bem, recebi estes dois sofredores em minha humilde casa rubro-negra, deixei os à vontade, pois sabia do resultado final. Todos agora já sabem, o MENGÃO sagrou-se CAMPEÃO (já estava escrito), o "Baêa" ganhou mais uma partida e não foi para lugar nenhum, no RS ninguém sabe o que aconteceu (só o povo de lá), o "vasquinho" ficou como deveria ser e completou 23 anos sem ganhar nenhuma partida importante sobre o Flamengo 9vice de novo), eu quase perco a voz de tanto gritar e agora esperar para mais uma agradável quinta-feira à noite.
Só para complementar a informação do meu querido co-cunhado, os filhos (o menino e a menina também) são torcedores do MENGÃO. Afinal eles sabem que têm que “fechar com o certo” e não ficar sofrendo por uma escolha errada na área futebolística.
Saudações Rubro-negras.
Tristinho!
Mais sem graça
Que a top-model magrela
Na passarela...”
Mas ai os "vices" eternos me trouxeram a alegria de volta...
Aqui estou mais uma vez, "ressaqueado" de ganhar TITULOS... Nos últimos cinco anos foi seis títulos, esta bem, sou arrogante. Vamos tirar os Títulos Cariocas e deixar apenas os de expressão nacional, reduz a 2 (Copa do Brasil-2006 e Brasileiro-2009), o ano de 2011 ainda estamos em fase de "arrebatação de títulos", estamos bem na Copa do Brasil, ainda vai começar o Brasileirão e a Sul América, pela minha conta dois destes três já vou colocar na sacola (posso novamente queimar meus "dedos" ou no final do ano comemorar e rir da mulambada arcoirizada sem time ficar se esperneando).
O importante mesmo é poder escrever aqui:” O Bacalhau virou sardinha, como é bom ganhar do Vascaindo, foi um orgasmo múltiplo ver um, dois, três pênaltis irem direto para Cabul ou qualquer outra cidade do Oriente, vão bater pênalti mal assim lá em São Januario... "
Pena que estava meio doente e não pude comemorar como gostaria, apesar de ser apenas mais um titulozinho estadual sem importância, mas foi em cima do "vasquinho sardinha sem sal", e isto é BOM DEMAIS!
Pelo menos deu para ligar para uns dois "vascaindos”, brincar um pouco, rir da cara de um sofredor sem time e sem orgulho torcedor do Internacional que estava em minha casa secando o "FUDEROSÃO DOUTRINADOR", imaginem que o cara (por acaso tio de minha esposa) não estava nem ai para o resultado do campeonato de várzea lá do RS, mas sim em tentar azarar e secar o "Doutrinador MENGÃO", já ia esquecendo, tinha também meu co-cunhado torcedor do time que completou UMA DECÁDA, isto mesmo dez anos, sem títulos (nem titulo estadual o time dele ganha mais), dizem até que Bin Ladem esta escondido na sala de troféus do Bahia. Eu, sendo um cara do bem, recebi estes dois sofredores em minha humilde casa rubro-negra, deixei os à vontade, pois sabia do resultado final. Todos agora já sabem, o MENGÃO sagrou-se CAMPEÃO (já estava escrito), o "Baêa" ganhou mais uma partida e não foi para lugar nenhum, no RS ninguém sabe o que aconteceu (só o povo de lá), o "vasquinho" ficou como deveria ser e completou 23 anos sem ganhar nenhuma partida importante sobre o Flamengo 9vice de novo), eu quase perco a voz de tanto gritar e agora esperar para mais uma agradável quinta-feira à noite.
Só para complementar a informação do meu querido co-cunhado, os filhos (o menino e a menina também) são torcedores do MENGÃO. Afinal eles sabem que têm que “fechar com o certo” e não ficar sofrendo por uma escolha errada na área futebolística.
Saudações Rubro-negras.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Horizonte Rubro negro
Estou assistindo ao jogo, na verdade ao show do "Fuderosão", e que maravilha...que golaço do Wilians,é brincadeira, rouba bolas e da show. Aguarde Messi..eita terrinha boa este Ceará. Agora aguardar Domingão, comer Bacalhau e fazer festa.Queria escrever muito mais, mas estou até agora surpreso com o golaço do Wilians, mas que gol!Nem Luxa acreditou!E quem iria acreditar? Até Domingo.
Virei blogueiro de vez
Assumi, agora virei blogueiro de vez. Esta semana não tem outro assunto, pelo menos para mim: Mengão, Mengão e Mengão...aguarda a chegada do DOMINGO, fritar o Bacalhau, deveria ser na sexta-feira Santa, mas tudo bem que venha na semana posterior, fritar bacalhau em qualquer epóca do ano faz bem. Só para a turma da arcoirizada sem time e nem motivos para gostar de futebol conhecer um pouco sobre crônicas, vou aqui neste espaço resgatar uma crônica do grande Paulo Mendes Campos, a qual ele de público declara sua gratidão pelo Mengão, nesta crônica apenas comprova o quanto é importante que reconheçamos a que a existência do FLAMENGO é sim uma das grandes Maravilhas do Mundo. O Flamengo é tão grandioso que até salvou a vida de um dos maiores escritores do Brasil, que infelizmente no quesito futebolistico não soube escolher um time para torcer, tudo bem, este defeito compensa se pelas excelentes crônicas que escreveu e reconhecendo a importância do Flamengo que salvou sua vida. Deleitem-se....
"SALVO PELO FLAMENGO
Desde garotinho que não sou Flamengo, mas tenho pelo clube da Gávea um dívida séria, que torno pública neste escrito. Em 1956, passei uma semana em Estocolmo, hospedado
em um hotel chamado Aston. Era primavera, pelo menos teoricamente, havia um congresso internacional na cidade, os hotéis estavam lotados, criando contratempos para turistas do
interior ou estrangeiros. A recepção do Aston, por exemplo, vivia sempre cheia de gente implorando por um quarto ou discutindo a respeito de uma reserva feita por telegrama ou
telefone.
Estava há dois ou três dias na cidade, quando me pediram para receber um brasileiro e encaminhá-lo ao hotel, onde lhe fora reservado de fato um apartamento. Era uma hora da madrugada quando entramos no hotel e me encaminhei até o empregado do balcão, dando-lhe o nome do meu amigo e lembrando-lhe a reserva. O funcionário, homem de uns sessenta anos e de uma honesta cara escandinava, tomou uma atitude estranha e difusa, que a princípio me surpreendeu e ia acabando por me indignar: ele não confirmava a existência da reserva, nem deixava de confirmar.
Como começasse a protestar, vi que seu rosto tomava uma expressão aflita; eu entendendo cada vez menos. Quando passei a exigir o
apartamento com alguma energia, o homem, trêmulo, nervoso, pediu-me desculpas e trouxe afinal a ficha de identificação. Foi aí que vi levantar-se da penumbra de uma saleta contígua o gigante.
Se o leitor conhece um homem forte, mas muito forte mesmo, imagine uma pessoa duas vezes mais forte, e terá uma vaga idéia desse gigante que veio andando até nós, botando ódio pelos olhos e espetacularmente bêbado. O monstro passou por mim com desprezo e, agarrando o empregado pela gola do uniforme, entrou a sacudi-lo e insultá-lo em sueco. Às vezes, éramos arrolados nessa invectiva, pois o gigante nos apontava enquanto dizia coisas.
O empregado, demonstrando possuir um
bom instinto de conservação, deixava-se sacolejar à vontade. Rosnando assustadoramente, o ciclope foi sentar-se de novo na saleta, onde só então dei pela presença de outro sujeito, também bêbado, mas sinistramente silencioso. É hoje, pensei. Sair do meu Brasilzinho tão bom, fazer uma viagem imensa, para ser trucidado sem explicação por um bêbado.
O fato de ser na Suécia, onde arbitrários atos de violência não são comuns, ainda tornava mais absurdo, um absurdo existencialista, o meu triste fim. Indaguei do empregado o que se passava. Ficou mudo. Insisti na pergunta, e ele, sussurrando desamparadamente, explicou-me que o gigante estava a pensar: primeiro, que não conseguira vaga no hotel por ser sueco e estar embriagado; segundo, que nós conseguíramos por ser americanos, norte- americanos.
Ora, se meu amigo de fato era meio ruivo, seu
jeitão era mineiro; quanto a mim, se fosse americano, só poderia ser filho de portugueses. Por outro lado, o meu inglês amarrado não deixava a menor dúvida sobre a questão de ser ou não ser americano. Só mesmo um sueco bêbado em uma madrugada de neve e vento iria supor que fôssemos americanos. Mas agora era o próprio gigante que bradava para nós com sarcasmo e ira: - American! American!
Fiquei um pouco mais esperançoso, acreditando que ele falasse inglês, e disse-lhe, exagerando minha alegria e meu orgulho por isso, que não éramos americanos coisa nenhuma, éramos brasileiros. Não entendeu ou talvez pensou que estivéssemos covardemente a renegar a nossa pátria, voltando a vociferar, em um esforço
lingüístico que contraía todos os músculos de seu rosto: - American! Dollar! No like!
As palavras em si significavam pouco, mas a maneira de exprimi-las era de um eloqüência que teria destruído Catilina muito mais depressa que os discursos de Cícero. Durante alguns minutos mantivemos os dois uma polêmica oratória nestes termos:
- American!
- No, brazilian!
- American!
- Brazilian!
Essa versátil discussão ia levar-me ao abismo, quando de súbito me pareceu que a palavra “brazilian” havia penetrado por fim em sua testa granítica. Descontraindo os músculos, o gigante me perguntou:
- Brazil?! No american? Brazil?
Não tinha certeza se ele estava me gozando, mas sua expressão era tão estranhamente deslumbrada e infantil, que afirmei cheio de entusiasmo:
- Yes, Brazil!
Ele se levantou, cambaleou, aproximou-se, apontou meu amigo:
- Brazil?
- Brazil, Brazil.
Veio chegando, sorrindo, em pleno estado de graça, e gritou com alma, como se saudasse o nascimento de um mundo novo:
- Flamengo!! Flamengo!!
Imediatamente, o gigante entrou em transe e começou a fazer problemáticas firulas com uma bola imaginária, mas dando a entender cabalmente o quanto ele admirava (admirava é pouco: o quanto ele amava) o malabarismo dos nossos jogadores.
O gigante se desencantara, virando menino. A certa altura, depois de fazer um passe de letra, parou e confessou-me com um orgulho caloroso:
- I Flamengo! I Rubens!
Ele não era sueco, não era gigante, não era bêbado, não era um ex-campeão de hóquei (conforme soube depois), era Flamengo, era Rubens. Depois cutucou-me o peito, tomado de perigosa dúvida:
- You! Flamengo?
Que o Botafogo me perdoe, mas era um caso de vida ou de morte, e também gritei descaradamente:
- Flamengo! Yes! Flamengo! The greatest one!"
"SALVO PELO FLAMENGO
Desde garotinho que não sou Flamengo, mas tenho pelo clube da Gávea um dívida séria, que torno pública neste escrito. Em 1956, passei uma semana em Estocolmo, hospedado
em um hotel chamado Aston. Era primavera, pelo menos teoricamente, havia um congresso internacional na cidade, os hotéis estavam lotados, criando contratempos para turistas do
interior ou estrangeiros. A recepção do Aston, por exemplo, vivia sempre cheia de gente implorando por um quarto ou discutindo a respeito de uma reserva feita por telegrama ou
telefone.
Estava há dois ou três dias na cidade, quando me pediram para receber um brasileiro e encaminhá-lo ao hotel, onde lhe fora reservado de fato um apartamento. Era uma hora da madrugada quando entramos no hotel e me encaminhei até o empregado do balcão, dando-lhe o nome do meu amigo e lembrando-lhe a reserva. O funcionário, homem de uns sessenta anos e de uma honesta cara escandinava, tomou uma atitude estranha e difusa, que a princípio me surpreendeu e ia acabando por me indignar: ele não confirmava a existência da reserva, nem deixava de confirmar.
Como começasse a protestar, vi que seu rosto tomava uma expressão aflita; eu entendendo cada vez menos. Quando passei a exigir o
apartamento com alguma energia, o homem, trêmulo, nervoso, pediu-me desculpas e trouxe afinal a ficha de identificação. Foi aí que vi levantar-se da penumbra de uma saleta contígua o gigante.
Se o leitor conhece um homem forte, mas muito forte mesmo, imagine uma pessoa duas vezes mais forte, e terá uma vaga idéia desse gigante que veio andando até nós, botando ódio pelos olhos e espetacularmente bêbado. O monstro passou por mim com desprezo e, agarrando o empregado pela gola do uniforme, entrou a sacudi-lo e insultá-lo em sueco. Às vezes, éramos arrolados nessa invectiva, pois o gigante nos apontava enquanto dizia coisas.
O empregado, demonstrando possuir um
bom instinto de conservação, deixava-se sacolejar à vontade. Rosnando assustadoramente, o ciclope foi sentar-se de novo na saleta, onde só então dei pela presença de outro sujeito, também bêbado, mas sinistramente silencioso. É hoje, pensei. Sair do meu Brasilzinho tão bom, fazer uma viagem imensa, para ser trucidado sem explicação por um bêbado.
O fato de ser na Suécia, onde arbitrários atos de violência não são comuns, ainda tornava mais absurdo, um absurdo existencialista, o meu triste fim. Indaguei do empregado o que se passava. Ficou mudo. Insisti na pergunta, e ele, sussurrando desamparadamente, explicou-me que o gigante estava a pensar: primeiro, que não conseguira vaga no hotel por ser sueco e estar embriagado; segundo, que nós conseguíramos por ser americanos, norte- americanos.
Ora, se meu amigo de fato era meio ruivo, seu
jeitão era mineiro; quanto a mim, se fosse americano, só poderia ser filho de portugueses. Por outro lado, o meu inglês amarrado não deixava a menor dúvida sobre a questão de ser ou não ser americano. Só mesmo um sueco bêbado em uma madrugada de neve e vento iria supor que fôssemos americanos. Mas agora era o próprio gigante que bradava para nós com sarcasmo e ira: - American! American!
Fiquei um pouco mais esperançoso, acreditando que ele falasse inglês, e disse-lhe, exagerando minha alegria e meu orgulho por isso, que não éramos americanos coisa nenhuma, éramos brasileiros. Não entendeu ou talvez pensou que estivéssemos covardemente a renegar a nossa pátria, voltando a vociferar, em um esforço
lingüístico que contraía todos os músculos de seu rosto: - American! Dollar! No like!
As palavras em si significavam pouco, mas a maneira de exprimi-las era de um eloqüência que teria destruído Catilina muito mais depressa que os discursos de Cícero. Durante alguns minutos mantivemos os dois uma polêmica oratória nestes termos:
- American!
- No, brazilian!
- American!
- Brazilian!
Essa versátil discussão ia levar-me ao abismo, quando de súbito me pareceu que a palavra “brazilian” havia penetrado por fim em sua testa granítica. Descontraindo os músculos, o gigante me perguntou:
- Brazil?! No american? Brazil?
Não tinha certeza se ele estava me gozando, mas sua expressão era tão estranhamente deslumbrada e infantil, que afirmei cheio de entusiasmo:
- Yes, Brazil!
Ele se levantou, cambaleou, aproximou-se, apontou meu amigo:
- Brazil?
- Brazil, Brazil.
Veio chegando, sorrindo, em pleno estado de graça, e gritou com alma, como se saudasse o nascimento de um mundo novo:
- Flamengo!! Flamengo!!
Imediatamente, o gigante entrou em transe e começou a fazer problemáticas firulas com uma bola imaginária, mas dando a entender cabalmente o quanto ele admirava (admirava é pouco: o quanto ele amava) o malabarismo dos nossos jogadores.
O gigante se desencantara, virando menino. A certa altura, depois de fazer um passe de letra, parou e confessou-me com um orgulho caloroso:
- I Flamengo! I Rubens!
Ele não era sueco, não era gigante, não era bêbado, não era um ex-campeão de hóquei (conforme soube depois), era Flamengo, era Rubens. Depois cutucou-me o peito, tomado de perigosa dúvida:
- You! Flamengo?
Que o Botafogo me perdoe, mas era um caso de vida ou de morte, e também gritei descaradamente:
- Flamengo! Yes! Flamengo! The greatest one!"
Paixão: MENGÃO !
Tento de verdade, deixar aqui neste espaço virtual para todo o Mundo observar, apenas "coisas" sobre a vida normal, escritos antigos, "rascunhos" de crônicas, poesias antigas (quando pensava que era poeta)queria escrever apenas coisas assim. Mas realmente em uma semana como esta, não dá. Definitivamente: NÃO DÁ !
Hoje, o "FUDEROSÃO" (copiando o excelente Blogueiro e "fechado com o certo" Arthur Muhlenberg )decidirá seu futuro na Copa do Brasil e certamente metade da população brasileira estará conectado de alguma forma nas noticias que virão lá do Ceará a partir das 21horas e 50minutos. Passado o dia de hoje, a noite rubro-negra e alegria da metade dos brasileiros (esta conta de apenas 32 milhões de torcedores não me convence), ficaremos a esperar a chegada do grande Domingo. O cardápio para Domingo que vem: Bacalhau. Estou nervoso, ansioso por antecipação, sei que já entrarei em campo com uma mão na Taça, mas futebol times pequenos podem ganhar dos MAIORAIS, não vou pensar assim...Xô azar !
Vou tomar bastante chá de camomila, cuidar da garganta , porque eu quero gritar Gol!
Abraços e saudações rubro-negras, deu hiorário de ir para casa e não tenho mais tempo para escrever por hoje.
Hoje, o "FUDEROSÃO" (copiando o excelente Blogueiro e "fechado com o certo" Arthur Muhlenberg )decidirá seu futuro na Copa do Brasil e certamente metade da população brasileira estará conectado de alguma forma nas noticias que virão lá do Ceará a partir das 21horas e 50minutos. Passado o dia de hoje, a noite rubro-negra e alegria da metade dos brasileiros (esta conta de apenas 32 milhões de torcedores não me convence), ficaremos a esperar a chegada do grande Domingo. O cardápio para Domingo que vem: Bacalhau. Estou nervoso, ansioso por antecipação, sei que já entrarei em campo com uma mão na Taça, mas futebol times pequenos podem ganhar dos MAIORAIS, não vou pensar assim...Xô azar !
Vou tomar bastante chá de camomila, cuidar da garganta , porque eu quero gritar Gol!
Abraços e saudações rubro-negras, deu hiorário de ir para casa e não tenho mais tempo para escrever por hoje.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Final de campeonato
Um de meus maiores orgulhos é ser baiano, ser nordestino. Aprendi a respeitar a diversidade brasileira, a diversidade cultural, a miscigenação única existente no Brasil, coisa que parece que a maioria de nossos irmãos sulistas (entenda-se aqui de Minas Gerais para baixo) não aprenderam a valorizar. Espera ai, estou querendo escrever sobre futebol e não meu orgulho de ser baiano e nordestino, se bem que minha paixão pelo futebol passa pelo meu orgulho de ser baiano. Aprendi a respeitar as torcidas fanáticas da Bahia, do Nordeste em geral, a admirar estes torcedores loucos e apaixonados do nordeste, mas a minha paixão futebolística passa pelo FLAMENGO, não há explicação em nenhum canto sobre o que acontece com este time e a paixão que desperta na maioria dos brasileiros. Fui arrebatado pelo FLAMENGO e ponto final. Amo a comida nordestina, a comida baiana e as baianas em geral (acho que depois desta frase corro risco de apanhar) antes de qualquer mal entendido, minha mãe era baiana, minha irmã baiana, minhas tias baianas, etc...
Voltando ao assunto futebol, estamos próximos a mais uma final de um campeonato em que o Mais Querido estar por participar e mais uma vez, depois de longos anos, contra o "vasquinho". Confesso que sendo torcedor esperava ansioso por este encontro, não posso afirmar quem sairá vencedor, mas me sinto quase campeão, corro o risco de queimar os "dedos”, afinal estou escrevendo por antecipação.
Bem, esta final me lembra de outra, há alguns anos, ainda morava em Vitória da Conquista, final de campeonato na verdade de um turno como a do próximo Domingo, mesmo que apenas de um Campeonato Carioca, mas era contra o Vasco e apenas isto já valia torcer. Afinal ganhar titulo em cima do "Vascacaindo" é quase um orgasmo. Naquele ano morava colada a minha casa, um grande amigo que tem o maior defeito que uma pessoa pode ter: ser torcedor do Vasco. Tudo bem, não podemos exigir perfeição dos amigos, apenas aceita-los como são. Por coincidência, a cidade de Vitória da Conquista já estava em festa, quase que adivinhando o resultado final daquele confronto. Era Micareta em Vitória da Conquista, estava quase sozinho na cidade, verdade que alguns primos estavam em minha casa, mas tudo era festa, afinal já era esperado a vitória sobre o "timinho da colina" (verdade que apenas os mais fanáticos como eu sabiam da vitória).
Estávamos no ano de "Nosso Senhor de 1999 depois de Cristo". Domingo de Micareta e eu desde a sexta-feira à noite tomando todas, como disse: quase sozinho. A mulher havia viajado, eu aproveitava e saia todas as noites, para piorar na noite de sábado havia saído e "ingerido" uns trezentos extratos de guaraná, já viu né. Acordei no Domingo mais ligado que coelhinho com pilha duracel. Os "amigos vascaindos" já cantavam vitória, pois o time deles jogava pelo empate e tinha o melhor elenco, se bem que elenco é coisa de novela da Globo e filme de Hollywood, estava agüentando a gozação antecipada desde a semana anterior e apenas respondia: "Vamos esperar até o próximo Domingo". Pois bem, já estávamos no Domingo e eu acesso, ligado, doido. Churrasco na casa de minha irmã e eu atacado, já perturbava todo mundo, inclusive o cachorro dela. "Derrubamos" três garrafas de whisky Bells (e mais guaraná em pó)com coca-cola, o pó só do guaraná. Hora do jogo, fomos todos(menos o cachorro) para minha casa, eu já tinha alcançado todos os níveis de loucura possível, perturbava todo mundo e agora até meu cachorro (um Fila Brasileiro misturado com Dobermann chamado Brutus) e não poderia deixar de perturbar meu vizinho e "cumpadi" que infelizmente é "vascaindo". Começa o jogo, acaba o Bells, vaquinha para comprar mais whisky e lá vai eu para o bar, perturbava todo mundo no caminho (inclusive a dona do bar que nem gostava de futebol), já de volta para casa, grita Galvão: “ Goooooooool ... ninguém menos que Romário .. 1x) para o Mengão, ligo o som e ninguém mais escuta a TV, hino a toda altura, saio gritando, correndo, perturbo o cachorro, invado a casa de meu “cumpadi”, sou expulso de lá, abraço meus primos e bebo mais whisky. De novo: “Goooooool...mais uma vez Romário já é demais, 2x0 ... A esta altura se entrasse na casa do “cumpadi” seria morto, resolvi por prudência (se é que bêbado tem alguma) ficar em casa, mas o hino do Mengão já estava repetindo pela milésima vez e para quase alivio de todos: acaba o jogo. Alivio que nada, ai sim que começa a verdadeira bagunça...
Resolvo descer, ir para a rua, já estava mais doido que o Beato Salu, desci para a folia de carro, paro no lugar de sempre e fomos para o camarote Vip: bebida à vontade e mais “vascaindo” para perturbar. Lá pelas tantas, altas horas, resolvi que já estava bêbado demais e o melhor era voltar para casa (se é que bêbado resolve alguma coisa). Neste ponto da história tudo muda, deu-se o ocorrido.
“Cadê meu carro? Roubaram meu carro! Quero meu carro de volta, é velho, mas é o único que tenho.” Enlouqueci e quase curei da cachaça... ““Uma “alma caridosa disse solenemente”: “ Vá até a policia e para de chorar.”.
Eu fui ainda tonto do trauma (da cachaça estava curado) pelo caminho encontrei um amigo que é Tenente da PM, expliquei a situação desagradável que me encontrava (só em olhar para minha cara ele percebia). De imediato meu amigo deu ordem de busca pelo rádio da policia me pediu calma e orientou que fosse à delegacia registrar o BO. Após seguir o conselho do Tenente, retornei para casa, chegando falei com meu primo que estava em casa o que tinha acontecido, ele me acalmou um pouco mais e disse que pela manhã voltaríamos a policia para sabermos noticias ( já tinha andado uns 10 km, entre delegacia , centro da cidade e retornar para casa) isto já era algo em torno de 4 horas da manhã. Dormi angustiado, de ressaca e preocupado, acordei por volta das 9 horas com aquele gosto de “corrimão de pensão” na boca, o outro primo que na noite anterior estava comigo e eu havia o deixado no camarote VIP, falou pausadamente e com toda calma:
“Marcão, esse carro não foi roubado. Você é que não sabe aonde parou ele.”
Simplesmente respondi: “Será possível?”
“Com toda certeza. Aguarda um pouco que vamos encontrar a “lata velha”. Deixa eu acordar primeiro.”
Grande “Tonhão”! Não é que o cara estava certo, Saímos a procurar o carro pela cidade e lá estava o pobrezinho encostado em uma rua qualquer (muito mal estacionado por sinal) com todos os arranhões de sempre e parecia me dizer algo do tipo:”Ainda vai beber vagabundo!”
Já perdi carro em outros lugares, mas nunca mais foi por bebida. Espero que este próximo fim de semana repita o final do jogo, não bebo mais como antes, mas ainda torço feito um louco.
Saudações rubro-negras.
Voltando ao assunto futebol, estamos próximos a mais uma final de um campeonato em que o Mais Querido estar por participar e mais uma vez, depois de longos anos, contra o "vasquinho". Confesso que sendo torcedor esperava ansioso por este encontro, não posso afirmar quem sairá vencedor, mas me sinto quase campeão, corro o risco de queimar os "dedos”, afinal estou escrevendo por antecipação.
Bem, esta final me lembra de outra, há alguns anos, ainda morava em Vitória da Conquista, final de campeonato na verdade de um turno como a do próximo Domingo, mesmo que apenas de um Campeonato Carioca, mas era contra o Vasco e apenas isto já valia torcer. Afinal ganhar titulo em cima do "Vascacaindo" é quase um orgasmo. Naquele ano morava colada a minha casa, um grande amigo que tem o maior defeito que uma pessoa pode ter: ser torcedor do Vasco. Tudo bem, não podemos exigir perfeição dos amigos, apenas aceita-los como são. Por coincidência, a cidade de Vitória da Conquista já estava em festa, quase que adivinhando o resultado final daquele confronto. Era Micareta em Vitória da Conquista, estava quase sozinho na cidade, verdade que alguns primos estavam em minha casa, mas tudo era festa, afinal já era esperado a vitória sobre o "timinho da colina" (verdade que apenas os mais fanáticos como eu sabiam da vitória).
Estávamos no ano de "Nosso Senhor de 1999 depois de Cristo". Domingo de Micareta e eu desde a sexta-feira à noite tomando todas, como disse: quase sozinho. A mulher havia viajado, eu aproveitava e saia todas as noites, para piorar na noite de sábado havia saído e "ingerido" uns trezentos extratos de guaraná, já viu né. Acordei no Domingo mais ligado que coelhinho com pilha duracel. Os "amigos vascaindos" já cantavam vitória, pois o time deles jogava pelo empate e tinha o melhor elenco, se bem que elenco é coisa de novela da Globo e filme de Hollywood, estava agüentando a gozação antecipada desde a semana anterior e apenas respondia: "Vamos esperar até o próximo Domingo". Pois bem, já estávamos no Domingo e eu acesso, ligado, doido. Churrasco na casa de minha irmã e eu atacado, já perturbava todo mundo, inclusive o cachorro dela. "Derrubamos" três garrafas de whisky Bells (e mais guaraná em pó)com coca-cola, o pó só do guaraná. Hora do jogo, fomos todos(menos o cachorro) para minha casa, eu já tinha alcançado todos os níveis de loucura possível, perturbava todo mundo e agora até meu cachorro (um Fila Brasileiro misturado com Dobermann chamado Brutus) e não poderia deixar de perturbar meu vizinho e "cumpadi" que infelizmente é "vascaindo". Começa o jogo, acaba o Bells, vaquinha para comprar mais whisky e lá vai eu para o bar, perturbava todo mundo no caminho (inclusive a dona do bar que nem gostava de futebol), já de volta para casa, grita Galvão: “ Goooooooool ... ninguém menos que Romário .. 1x) para o Mengão, ligo o som e ninguém mais escuta a TV, hino a toda altura, saio gritando, correndo, perturbo o cachorro, invado a casa de meu “cumpadi”, sou expulso de lá, abraço meus primos e bebo mais whisky. De novo: “Goooooool...mais uma vez Romário já é demais, 2x0 ... A esta altura se entrasse na casa do “cumpadi” seria morto, resolvi por prudência (se é que bêbado tem alguma) ficar em casa, mas o hino do Mengão já estava repetindo pela milésima vez e para quase alivio de todos: acaba o jogo. Alivio que nada, ai sim que começa a verdadeira bagunça...
Resolvo descer, ir para a rua, já estava mais doido que o Beato Salu, desci para a folia de carro, paro no lugar de sempre e fomos para o camarote Vip: bebida à vontade e mais “vascaindo” para perturbar. Lá pelas tantas, altas horas, resolvi que já estava bêbado demais e o melhor era voltar para casa (se é que bêbado resolve alguma coisa). Neste ponto da história tudo muda, deu-se o ocorrido.
“Cadê meu carro? Roubaram meu carro! Quero meu carro de volta, é velho, mas é o único que tenho.” Enlouqueci e quase curei da cachaça... ““Uma “alma caridosa disse solenemente”: “ Vá até a policia e para de chorar.”.
Eu fui ainda tonto do trauma (da cachaça estava curado) pelo caminho encontrei um amigo que é Tenente da PM, expliquei a situação desagradável que me encontrava (só em olhar para minha cara ele percebia). De imediato meu amigo deu ordem de busca pelo rádio da policia me pediu calma e orientou que fosse à delegacia registrar o BO. Após seguir o conselho do Tenente, retornei para casa, chegando falei com meu primo que estava em casa o que tinha acontecido, ele me acalmou um pouco mais e disse que pela manhã voltaríamos a policia para sabermos noticias ( já tinha andado uns 10 km, entre delegacia , centro da cidade e retornar para casa) isto já era algo em torno de 4 horas da manhã. Dormi angustiado, de ressaca e preocupado, acordei por volta das 9 horas com aquele gosto de “corrimão de pensão” na boca, o outro primo que na noite anterior estava comigo e eu havia o deixado no camarote VIP, falou pausadamente e com toda calma:
“Marcão, esse carro não foi roubado. Você é que não sabe aonde parou ele.”
Simplesmente respondi: “Será possível?”
“Com toda certeza. Aguarda um pouco que vamos encontrar a “lata velha”. Deixa eu acordar primeiro.”
Grande “Tonhão”! Não é que o cara estava certo, Saímos a procurar o carro pela cidade e lá estava o pobrezinho encostado em uma rua qualquer (muito mal estacionado por sinal) com todos os arranhões de sempre e parecia me dizer algo do tipo:”Ainda vai beber vagabundo!”
Já perdi carro em outros lugares, mas nunca mais foi por bebida. Espero que este próximo fim de semana repita o final do jogo, não bebo mais como antes, mas ainda torço feito um louco.
Saudações rubro-negras.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
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